Jejum intermitente: mitos e verdades

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23 junho, 2017

Semana passada, fiz um post sobre jejum intermitente por aqui, o assunto é tão interessante e fez tanto sucesso, que eu decidi falar um pouco mais sobre ele, e mostrar quais são os mitos e quais são as verdades, do que falam por aí.

Vem dar uma olhada!

A nova dieta queridinha dos famosos já chega com muita polêmica sobre seus prós e contras. A ideia é simples: deixar de comer refeições para diminuir a quantidade de comida ingerida diariamente, sem repor com outros tipos de alimentos ou suplementação.

Esse tipo de dieta radical já fez parte da vida da maioria das pessoas que desejam perder alguns quilinhos extras. Elas simplesmente fechavam a boca e paravam de comer, geralmente todas as refeições, por um período de tempo. Imediatamente os médicos e nutricionistas foram contra a esse tipo de ação, pela necessidade diária de nutrientes para manter o nosso corpo funcionando.

Mas o novo jejum intermitente possui algumas diferenças cruciais, que estão fazendo até mesmo os especialistas reverem seus conceitos. Vamos entender melhor?

Como é feita a dieta:

Naturalmente, nem todos os interessados estão aptos a iniciarem esse tipo de dieta. E como sempre digo por aqui, TODOS precisam de um acompanhamento médico, para conferir a saúde durante os períodos de jejum.

Não se trata de simplesmente parar de comer, mas comer apenas quando está realmente com fome, o que pode acontecer em oito, doze ou mais horas. A ideia é muito simples, mas não é fácil definir quando estamos realmente com fome ou apenas com desejo de comer, até mesmo como necessidade de extravasar a ansiedade.

E na hora de se alimentar, as proteínas e verduras estão liberadas, incluindo todos os tipos de carnes, ovos, leites, queijos e folhas. Já qualquer outra variação como massas e doces está proibida.

A dieta surgiu em 2003, criada pelo médico Michael Mosley, respeitadíssimo na Europa e EUA, que ganhou adesão imediata de estrelas do cinema. Sua proposta é mais elaborada, já que define cinco dias de alimentação normal, com todas as refeições sendo realizadas, e dois dias de 500 calorias diárias, que equivale a um semijejum e mesmo assim megabalanceado.

Estabeleceu também uma sequência prévia de jejuns com 16h, 18h e sucessivamente os dias com praticamente nada de calorias. Ou seja, uma dieta totalmente diferente da alimentação feita de 3 em 3 horas sugerida pela maior parte das dietas. Seu foco essencial é priorizar a comida não industrializada, o mais natural possível.

A atriz Deborah Secco atribuiu a essa dieta a sua boa forma atual, causando ainda mais polêmica por ter sido prescrita pelo nutricionista durante a sua gravidez. A apresentadora Sabrina Sato também fez a dieta para se preparar para o carnaval e Juliana Paes também aprovou a técnica.

O que é mito e o que é verdade?

Como toda polêmica, são criados inúmeros mitos que criam dúvidas sobre o que é mesmo verdade ou invenção das mídias. Por isso, separei algumas informações vindas de nutricionistas e médicos sobre o jejum intermitente:

Mitos:

  • Não consumir nenhum líquido durante o período de jejum

A água e o chá natural não só estão liberados como são incentivados para manter a hidratação corporal.

  • Na quebra de jejum, qualquer comida está liberada

Durante o período da dieta, a alimentação deve ser regulada e equilibrada em todo o processo. De nada adianta ficar sem comer, restringir as calorias e depois repor tudo o que não foi consumido.

  • Pessoas com dietas restritivas voltam a engordar

As dietas existem como reeducação alimentar, partindo do principio mais radical de quebra de rotina, para que os novos hábitos sejam restabelecidos. Logo, seu sucesso contínuo depende muito da forma de encarar essa reeducação.

  • Todo mundo pode fazer o jejum intermitente

Não, há algumas restrições que impedem o início da dieta. Pessoas diabéticas, hipertensas e anêmicas estão proibidas. Assim como crianças, adolescentes, idosos e gestantes precisam ser avaliados pelo médico.

Verdades:

  • Pode se exercitar durante a dieta

O mais indicado é fazer atividade física em período próximo da última refeição, para que tenha energia suficiente.

  • A dieta diminui o nível de gordura no fígado

Com o tempo grande entre uma alimentação e outra, o corpo cria mecanismos para gerar energia, liberando hormônios. Esse tipo de ação do organismo diminui as gorduras localizadas e a gordura excessiva presente no sangue.

Espero ter esclarecido tudo sobre esse padrão alimentar tão interessante.

Beijos beijos!

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